Risotto de cogumelos

Em casa dos meus pais, quando se fala de eu cozinhar, a minha mãe traz sempre à baila o risotto de cogumelos: “E aquela vez que fizeste aquele arroz e eu repeti três ou quatro vezes?”. E é mesmo verdade: da primeira vez que fiz este prato para a minha família, a minha mãe desafiou perigosamente todas as minhas cuidadosas contas de porções. A sério, foi como assistir à queda de uma religião. Entretanto, a história tem-se repetido, com o culminar neste Setembro, no aniversário — adivinharam — da minha progenitora XX: em que, pela primeira vez na minha vida, fui culpada da heresia de fazer comida a menos para a procura. Ah e tal, somos só seis ou sete, e nem todos gostam de risotto, Luísa. A receita normal chega bem, Luísa. Olha, dá-me mais risotto, Luísa. Como assim, Luísa, não há mais risotto!?

Pessoalmente, gosto mesmo muito de risotto, embora, na maioria dos casos, seja um risco pedi-lo em restaurantes: contam-se pelos dedos as vezes que comi fora um verdadeiramente bom, com o sabor e textura exactamente certos. Com isto dito, e apesar de este ser um tipo de arroz que resulta bem com muitas coisas e de muitas formas, o meu risotto preferido é mesmo o de cogumelos, puro e simples — e, de facto, esta receita, que descobri já há bem mais de um ano no YouCook, e que foi dos primeiros pratos “a sério” que aprendi e comecei a fazer na cozinha, nunca me deixou ficar mal: tanto que, com algumas das minhas típicas adaptações, ainda é a que sigo!

Nota: Este, para mim, é o prato das fotografias amaldiçoadas: nunca consegui uma imagem dele com aspecto decente (vide abaixo). Por outro lado, também é verdade que nunca durou o suficiente, nem as pessoas conseguiram esperar o suficiente, para eu me esforçar um pouco mais no campo da estética. Bom sinal?

FICHA TÉCNICA

  • Tempo: 1 hora.
  • Dificuldade: Média.
  • Porções: 6 doses.
  • Calorias (total): 2550 kcal.
  • Calorias (1 dose): 425 kcal.

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Tiramisù

Até há alguns anos, quando me perguntavam qual era a minha comida preferida, eu respondia algo como “tudo italiano”. Entretanto, criei outras obsessões gastronómicas das mais variadas origens, mas continua a ser verdade que é muito difícil encontrar algo tipicamente italiano que não adore, desde pizzas e todo o tipo de pastas aos maravilhosos gelados: e, claro, ao fantástico tiramisù.

Creio ter gostado de tiramisù desde a primeira prova. Nunca tendo sido, propriamente, o meu doce preferido, o choque entre o café e o álcool, no contexto fofo e húmido dos palitos de champanhe, sempre me agradou muitíssimo; inclusive, gosto bastante de gelados com esse sabor. Com isso dito, e apesar de a minha mãe preparar, por vezes, uma sobremesa de confecção semelhante, nunca me tinha sentido inspirada a experimentar fazê-lo: sempre o afastei inconscientemente como algo que, provavelmente, seria demasiado complicado para o meu gosto. No entanto, há uns tempos, enquanto procurava coisas novas para testar, encontrei esta receita no Comida de Conforto, o blog maravilhoso da minha tia (nesta família, o sangue corre no talento), e decidi que não perdia nada em experimentar. À excepção do facto de ter cortado um pouco no açúcar e usado mais café, as instruções foram seguidas mais ou menos à risca.

O resultado? Este foi, provavelmente, dos melhores tiramisù que já comi: e isso, no meu caso, é dizer muito. Aqui em casa, neste momento, somos quatro pessoas com gostos extremamente divergentes, e todos repetimos a sobremesa: a histeria foi tal que, meio dia mais tarde, já quase não havia fatias para amostra (ou foto…). Portanto, Comida de Conforto, um enormíssimo obrigada deste agregado!

FICHA TÉCNICA

  • Tempo: 30 min (preparação) + 24 horas (frigorífico).
  • Dificuldade: Média-baixa.
  • Porções: 12 doses.
  • Calorias (total): 2560 kcal.
  • Calorias (1 dose): 213 kcal.

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