Pão de banana com nozes pecan e cobertura de queijo creme

Eu adoro banana. E adoro cozinhar doces. Posto isto, não sei como raio se deu o muito improvável facto de nunca ter feito banana bread, o muito americano (e afamado) bolo de banana em forma de pão. O pão de banana — vou chamar os bois pelos nomes — pode fazer-se de variadíssimas maneiras: umas mais tradicionais, outras mais inventivas. A Sally, do fantástico Sally’s Baking Addiction, que já tanto referi neste blog, garante que esta receita, “um twist no clássico”, é a melhor formulação de pão de banana que já cozinhou — ainda por cima (pensei eu, enquanto passava os olhos pelos ingredientes e me babava) leva uma cobertura de queijo creme, algo de que gosto muito, e que me pareceu que contrastaria bem com o doce do pão. Além disso, tinha metade de uma embalagem de queijo Philadelphia para gastar, e o Sandro vinha no fim-de-semana. De que mais razões precisava?

Aviso-vos desde já de uma coisa: este bolo é gordo. É mesmo, mesmo uma gordice — as calorias, como poderão ver abaixo, não são convidativas para dietas. Portanto, se o forem fazer, consumam em moderação, ou então deitem o risco cardiovascular e a aparência para debaixo da cama e cometam, pontualmente, uma grande asneira (dica: partilhado sabe melhor, e engorda menos).

Vá, estou a exagerar um pouco. Os bolos tradicionais, aqueles cujas receitas herdámos das nossas mães e avós, não ficam longe deste em aporte calórico: na verdade, alguns até o ultrapassam. Ainda assim, e excepcionalmente neste blog, não posso, de todo, considerar esta uma receita saudável: não é, e não se esforça por isso. Eu até fiz algumas alterações ao original da Sally: nomeadamente, usei margarina em vez de manteiga, cortei as nozes na massa para menos de metade e introduzi uma pequena quantidade de chocolate em pedaços, e usei muito menos de todos os ingredientes indicados para fazer a cobertura — só não reduzi o açúcar do bolo, embora, após o provar, pense que viveria bem com 100g em vez de 150g (conselho para a minha próxima vez, mas vocês até o podem seguir já!) —, e mesmo assim não se salvou. Mas querem a maior verdade? É i-n-c-r-í-v-e-l. É mesmo dos melhores bolos que já comi: e a cobertura é absolutamente fantástica. Este, em particular, desapareceu tão rápido que eu quase não o vi. E vou deixar de o tentar vender, porque se a imagem abaixo não vos convence por si só, não sei o que convenceria.

FICHA TÉCNICA

  • Tempo: 30 min (preparação) + 1-1,5 horas (forno).
  • Dificuldade: Baixa.
  • Porções: 12 doses.
  • Calorias (total): 2900 kcal (sem cobertura); 3500 kcal (com cobertura).
  • Calorias (1 dose): 242 kcal (sem cobertura); 292 kcal (com cobertura).

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Muffins integrais saudáveis de abóbora e banana com crumble de noz

Hoje está planeada uma sessão de cinema na casa de uma muito boa, e muito saudavelmente gulosa, amiga minha. Assim — e embora, hoje em dia, ao fim de uma semana de trabalho geralmente me apeteça mais enfiar utensílios afiados de cozinha nos olhos do que dar-lhes a sua função primária —, esta foi uma gloriosa sexta-feira em que, depois de exactamente doze minutos no consultório de uma dentista em quem também não seriam mal empregues uma katanazita aqui e ali, corri para casa para a coisa que logicamente se segue a uma limpeza odontológica: cozinhar doces.

O plano era esta receita do ano passado do Ambitious Kitchen, muito potencialmente o blog de culinária mais fixe de sempre (sinto que a quantidade de vezes que digo isto me começa a tirar alguma credibilidade, mas juro que é sempre sincero!), de maneira a, entre outras coisas, tirar uma lata de puré de abóbora que tenho guardada há literalmente meio ano da sua miséria. De todas as receitas que encontrei com abóbora, esta foi a escolhida por várias razões: 1) a combinação de ingredientes é incrivelmente saudável — zero açúcares refinados, uma amostra de azeite como única gordura usada, farinha integral; 2) cada muffin destes, mesmo com o crumble, tem cerca de 140 kcal!, o que é tipo, wat, vou comer mil; 3) muffins; 4) muffins; 5) muffins. As nozes de macadâmia foram substituídas por boas velhas nozes de nogueira, porque em Portugal ninguém recebe para comprar nozes de macadâmia; troquei o xarope de ácer por mel, porque adoro mel e não tenho tempo para ir a sítios fixes às compras; e o leite de amêndoa passou a simples leite de vaca magro, porque seriamente não quero saber. No entanto, aí têm os ingredientes originais, no caso de quererem partir numa rampage vegan! (Além disso, se não tiverem as especiarias todas — eu só tenho porque uso abóbora em doces com alguma frequência —, podem tentar usar só canela, numa quantidade maior: não experimentei, mas parece-me que resultaria.)

Seja como for, esta minha adaptação resultou fantasticamente: muffins muito saborosos, com o crumble açucarado e crocante a conjugar na perfeição com a massa consistente e pouco doce, e que não deixam qualquer culpa — porque, sendo sincera, estas quantidades serviram-me de massa para uns bons treze muffins, em vez de doze: o que, se ainda se lembrarem de matemática básica, os torna ainda menos calóricos do que as contas, já de si muito abonatórias, que lhes dão as tais 140 kcal por unidade!

FICHA TÉCNICA

  • Tempo: 30 min (preparação) + 20 min (forno).
  • Dificuldade: Média-baixa.
  • Porções: 12 muffins.
  • Calorias (total): 1460 (sem crumble); 1670 kcal (com crumble).
  • Calorias (1 muffin): 122 kcal (sem crumble); 139 kcal (com crumble).

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Quadrados saudáveis de aveia, banana e manteiga de amendoim

Se pudesse casar com um ingrediente, ele seria, provavelmente, a manteiga de amendoim. Com pedaços, claro. Isto pode não ser óbvio, pelo conteúdo dos meus posts até agora — mas, na verdade, se não faço mais receitas com manteiga de amendoim, é mesmo porque evito comprá-la, já que, nas minhas mãos, um boião inteiro não sobrevive mais do que uns míseros dias: e, como todos sabemos, as tentativas de ser “saudável” (erm) ressentem-se destas coisas.

Com isto dito, a manteiga de amendoim, também conhecida por Creme Divino dos Céus, não tem, necessariamente, de ser pouco saudável — na verdade, consumida em moderação, e pelo seu conteúdo rico em proteína, pobre em gorduras saturadas e nulo em colesterol, é um alimento infinitamente preferível à manteiga tradicional, e até à margarina. Resumindo: se abusarmos dela, certamente não iremos para magros, mas há muitas coisas nos hábitos alimentares portugueses que nos matariam bem mais depressa de ataque cardíaco.

O que, contas feitas (quanta inspiração, António Costa), me parece bem.

É por tudo isto que, apesar de estas barrinhas (adaptadas de uma receita do meu actual blog culinário preferido, Sally’s Baking Addiction) conterem manteiga de amendoim, as considero e tratarei como saudáveis: afinal de contas, não possuem qualquer outra gordura na sua constituição, o (pouco) açúcar utilizado é amarelo, e a sua base é a aveia, um outro alimento com que facilmente constituiria família. As pepitas de chocolate negro são opcionais — mas, na minha opinião, fornecem um toque precioso, a custo baixo para a saúde.

Resultado final: um snack de pequeno-almoço ou lanche pobre em calorias (dois quadrados têm entre 140 e 160 kcal, dependendo da adição ou não do chocolate) — e absurdamente, ridiculamente, estupidamente e outros-advérbios-de-modo-mente delicioso! Não, a sério: eu acho que nunca mais vou comer outra coisa a meio da manhã. Ou da tarde. Ou ao chegar a casa. Ou ao dormir.

Ah, e mencionei que demoram sensivelmente dois segundos e meio a preparar? Com esta, nem preciso de pensar: vai direitinha para a lista de receitas preferidas.

FICHA TÉCNICA

  • Tempo: 15 min (preparação) + 20 min (forno).
  • Dificuldade: Muito baixa.
  • Porções: ~24 quadrados de 5×5 cm.
  • Calorias (total): 1975 kcal (com chocolate); 1720 kcal (sem chocolate).
  • Calorias (1 quadrado): 82 kcal (com chocolate); 72 kcal (sem chocolate).

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Muffins integrais de aveia, banana e Nutella

Nah, nah, nah: calma, calma, calma. Hoje é um grande dia. Porquê? Porque venci, finalmente, a minha batalha contra os muffins. Respirem fundo e dêem uma espreitadela aí em baixo, só para verem quão bem.

Sim. Eu sei. Por incrível que pareça, estas pequenas maravilhas, que mais parecem saídas de publicidades outonais (belíssima estação do ano, já agora), são, de facto, fruto do trabalho das mãos de yours truly: e até, devo dizê-lo, de uma versão um pouco atada delas, dado que esta confecção foi um ímpeto insone, pelo que, por respeito ao resto da casa, me auto-impus limites sonoros muito severos.

(Acho eu. Espero eu.)

Mais do que compensar um karma negativo, esta é bem capaz de se ter tornado na minha receita preferida. A textura, desta vez, saiu incrível e perfeita — como é visível na fotografia, creio —, e devo isso às dicas escritas da dulcíssima menina dos queques e colega médica interna, Joana Macieira, cujo blog me dá sempre tanto prazer frequentar: graças à sabedoria que fui adquirindo na leitura intensiva dos seus inúmeros posts sobre estes magníficos bolos, consegui estabelecer um tempo e método de cozedura para muffins que, parece-me, não vão deixar que o processo volte a correr mal. (Por vezes, é mesmo melhor recorrer logo às autoridades nos assuntos.) Vejam abaixo para mais detalhes; pode ser-vos útil!

Com algumas adaptações (nomeadamente, os meus muffins são integrais, porque saúde, e coiso), esta é a já mencionada receita do Flor do Brownie, que, por sua vez, é uma modificação da original encontrada no site Chef in Training. Modéstia à parte, os meus ficaram mesmo bonitos — e o mais inacreditável são mesmo as calorias, que rondam os 150 sem Nutella, e os 200 com ela! Do cheiro e do sabor, nem vou falar: basta dizer que quase tive de cortar a língua para não os comer todos mal os tirei do forno. E, mesmo assim…

FICHA TÉCNICA

  • Tempo: 20 min (preparação) + 15 min (forno).
  • Dificuldade: Baixa.
  • Porções: 16 muffins.
  • Calorias (total): 2390 kcal (sem Nutella); 3260 kcal (com ~10g de Nutella por muffin).
  • Calorias (1 muffin): 149 kcal (sem Nutella); 204 kcal (com ~10g de Nutella).

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Muffins integrais saudáveis de banana e chocolate

ACTUALIZAÇÃO (16-09-2015): Após verificação do sucesso do meu novo método de cozedura de muffins, decidi aplicá-lo a esta receita, o que resultou numa textura perfeita, e numa experiência globalmente muito melhor do que o descrito nos parágrafos seguintes. Assim, actualizei a fotografia e a receita deste post, embora tenha decidido manter o restante texto original, pelo valor nostálgico da coisa. Relaxem: o valor calórico de apenas 130 kcal por muffin também se mantém!


Confessionário: a principal razão pela qual não partilhei os muffins que mencionei há duas publicações foi não ter ficado nada satisfeita com o resultado final. Apesar do sabor razoavelmente agradável, ficaram mais do que demasiado secos, facto que ainda não sei se se terá devido à minha aselhice ou à própria receita. (Aselhice, Luísa. Sempre a aselhice.) Em boa verdade, e já que estamos a ser sinceros, convém explicar que não há quase nenhum conjunto de instruções culinárias ao qual eu não fuja para reduzir a dose de açúcar e/ou gordura: o que, de certa maneira, pode explicar uma parte significativa do meu problema. Ainda assim, e após análise cuidada, parece-me que a principal questão se prende mesmo com o tempo de cozedura: sim, Luísa, devias tê-los tirado mais cedo. Tão simples.

Desta vez, para esclarecer todas as dúvidas, fui retirando os muffins do forno em alturas diferentes. A receita na qual me baseei para esta nova tentativa, encontrada no já mencionado e absolutamente fantástico Ambitious Kitchen, fala de 20-25 minutos de forno, pelo que, tendo feito apenas quatro, retirei um ao fim de cerca de 18 minutos, dois na marca dos 22 minutos, e o último apenas no final do tempo: 25 minutos. O veredicto? O primeiro parecia uma queijada (o que, suponho, não é necessariamente mau…); os dois segundos, apesar de cozidos na periferia, também revelavam um núcleo mais cru do que o desejável; e, por fim, o último, apesar do tempo máximo total de cozedura, ainda poderia, na minha opinião, ter ficado uns minutos extra lá dentro. (Antes que se perguntem: sim, fui fazendo o teste do palito!) Conclusão: quando repetir esta receita, vou esperar, pelo menos, uma boa meia horinha, para ver se atinjo finalmente aquele ponto óptimo entre o cru e o seco: douradinho por cima, húmido e arejado por dentro.

Mas, na verdade, tudo isto é muito irrelevante: afinal de contas, se, ao contrário da outra vez, dou por mim aqui a apregoar uma receita apesar dos resultados menos-do-que-perfeitos da primeira tentativa de a fazer, é apenas pelo facto incontornável de que, textura à parte, estes muffins resultaram num sabor absurdamente delicioso, que quase torna inacreditável o quão saudáveis são. Quando comparados com os seus habituais irmãos, isto é. Se não acreditam, vejam: mel em vez de açúcar; azeite em vez de óleo; iogurte em vez de manteiga; e, claro, 130 calorias: menos de metade das habituais 300+! Tudo isto com o plano de fundo do felicíssimo casamento da banana com o chocolate negro (em fase de lua-de-mel, pelos vistos): francamente, dá para dizer que não? Pois, bem me pareceu.

FICHA TÉCNICA

  • Tempo: 20 min (preparação) + 15 min (forno).
  • Dificuldade: Baixa.
  • Porções: 12 muffins.
  • Calorias (total): 1550 kcal.
  • Calorias (1 muffin): 130 kcal.

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